TENSÕES ENTRE O DISCURSO OPRESSOR E A LIBERDADE SEXUAL

Autores

  • Haydeé Tainá Schuster
  • George Moraes De Luiz

Resumo

Neste ensaio teórico argumenta-se que o discurso opressor (médico e religioso) e o da liberdade sexual (a sexualidade Plástica e o movimento de contracultura na década de 1970, assim como o advento tecnológico das mídias de massa) possuem a mesma função de regulação social, ambos de fundo político e cultural. Para isso, serão utilizados principalmente os escritos de Foucault e Bauman, segundo os quais tanto o discurso da opressão sexual quanto o da transcendência do sexo se reforçam mutuamente, sendo que a luta pela libertação sexual faz parte do mesmo mecanismo de poder que ele denuncia. Nesse sentido, o movimento de libertação também é fonte de outras censuras que dizem respeito à sexualidade, como o estigma à figura do sujeito conservador. A partir das discussões sobre sexualidade e corpo na idade moderna e na contemporaneidade, respectivamente, assinalamos que o discurso da liberdade sexual também produz efeitos na vida das pessoas, entre elas, as queixas de angústia e insatisfação com a própria sexualidade, relatadas dentro de consultórios clínicos médicos e/ou psicológicos.

Palavras-chave: Psicologia; Sexualidade; Corpo; Modernidade; Contemporaneidade.

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Publicado

17-09-2018

Edição

Seção

TCC'S