MEDICALIZAÇÃO E FARMACOLOGIZAÇÃO DA INFÂNCIA NO CONTEXTO ESCOLAR
Resumo
O presente ensaio teórico aborda o fenômeno da medicalização e farmacologização da infância no contexto escolar. A crítica deste trabalho indica que a medicalização é baseada em uma lógica simplista, a partir da qual problemas não médicos acabam se transformando em problemas médicos e queixas de indisciplina e de dificuldades de aprendizagem em produção excessiva de diagnósticos de transtornos de aprendizagem, que resultam no aumento do consumo de medicamentos. Para isso, utilizamos a literatura especializada com o objetivo de expor as ideias a partir da exploração do tema trabalhado, construído sob a perspectiva de uma infância medicalizada, a fim de provocar uma e reflexão quanto aos processos de diagnósticos e de terapias medicamentosas no tratamento da queixa escolar, o interesse da indústria farmacêutica ao conceber a criança como um potencial consumidor de medicamentos, onde as e os caminhos para resistência a esse fenômeno. A partir das discussões, conclui-se, portanto que, crianças, quando arregimentadas pela lógica capitalista, tornam-se cifras, números nas grandes corporações farmacêuticas, promovendo o mal-estar destes, que encontram na medicalização um modo de administrar o mal-estar psíquico, diante da narrativa do “não encaixe”.
Palavras-Chaves: Medicalização; Farmacologização; Infância; Escolar; Resistências.