A CONSTITUIÇÃO DA SEXUALIDADE FEMININA: SEXISMO E RACISMO NOS ESTILOS MUSICAIS
Autores
Anayane Cristhili de Almeida Sales
Jessica Emanuele Botelho Moreira
Karolaine Da Silva Luiz
Rafaela Cristina De Aquino Souza Neves Gil
Renata Vilela Rodrigues
Resumo
O presente ensaio teórico aborda a forma como se dá a construção histórica e política da sexualidade da mulher no contemporâneo. Tem como objetivo analisar como os dispositivos sociais, culturais, políticos, religiosos e científicos incidem na constituição da sexualidade feminina, instaurando em nós determinadas maneiras de concebermos nossos corpos e prazeres. A partir dos aportes foucaultianos sobre dispositivo da sexualidade e dos feminismos, problematizamos o sexismo e o racismo presente nas músicas: Se eu largar o freio, do gênero musical pagode/samba; ciumento eu, sertanejo; Mulheres Virtuosas, gospel; Por causa de você, pop; Samba da Benção, música popular brasileira e; Brown Sugar (Açúcar Mascavo), rock and roll. Percebemos que a musicalidade produz formas heteronormativas e sexistas sobre a sexualidade feminina que influenciam, na medida em que convivemos com esse dispositivo em nossa cotidianidade, no modo como lidamos com nossa sexualidade. Diante disso, apresentamos pistas para a constituição de feminismos que convivam na/pela diferença como alternativa para a diminuição do adoecimento psíquico gerado por práticas violentas e opressoras da sociedade patriarcal e na melhora da qualidade de vida.
Palavras-chave: Patriarcado; Sexualidade da mulher; Feminismo; Relação de poder.