SAÚDE MENTAL DE MULHERES QUE VIVENCIARAM A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

Autores

  • Aline Carvalho Flores Da Silva
  • Érika Batista De Carvalho
  • Gabriela Rodrigues Gaiva
  • Íris Gabrielly Nery De Oliveira
  • Maria Elizabeth Avelino Vieira
  • Renata Vilela Rodrigues

Resumo

Este artigo objetiva compreender os discursos e os impactos psicossociais da violência obstétrica na experiência materna. A metodologia deste estudo foi realizada adotando uma abordagem qualitativa, de base exploratória-descritiva com foco na análise documental dos audiovisuais “Violência obstétrica: vítimas relatam abusos durante o parto”, dirigido por Programa de Tudo um Pouco/Rede Super (2016); “(Na)ser Mulher: Relatos de Violência Obstétrica em Ponta Grossa”, dirigido por Jaqueline Guerreiro e Leonardo Mordhost (2016) e; “(NÃO) FOI NORMAL: documentário sobre violência obstétrica”, dirigido por Vitória Barbosa (2021). A partir da análise do discurso foucaultiana, Apresenta-se a análise dos discursos dos documentários selecionados em quatro eixos discursos: descrição das violências obstétricas e uma reflexão de o porquê elas ocorrem; os impactos da burocratização
institucional na produção de violências; problematização de como as violências sofridas impactam na saúde mental das mulheres e; a atuação dos profissionais da saúde, sobretudo, da psicologia na promoção de estratégias de resistências às violências e medicalização. Da análise do material, conclui-se que os documentários revelam como experiências traumáticas durante o parto podem comprometer a construção do vínculo mãe-bebê.

Palavras-Chave: Medicalização do parto; Gestantes; Relação mãe/bebê.

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Publicado

22-09-2026

Edição

Seção

TCC'S