ASSISTÊNCIA A SAÚDE DO HOMEM NA ATENÇÃO BÁSICA: DIFICULDADES EVIDENCIADAS PELOS USUÁRIOS
Resumo
RESUMO A presença de homens nos serviços de saúde tem sido menor que a procura pelas mulheres, isso tem gerado grande preocupação por parte do Ministério da Saúde bem como dos profissionais, assim, a fim de aumentar a expectativa de vida dos homens, foi lançada em 2009 a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH). Este trabalho tem como objetivo identificar na ótica do usuário aos fatores que dificultam a adesão do homem aos serviços de saúde disponibilizados nas ações de promoção e prevenção. Trata-se de um estudo quantitativo transversal descritivo. A coleta de dados foi realizada no período de 18/09 a 30/10/2017, 100 homens foram ouvidos por meio de um questionário semiestruturado. Sua maioria na faixa etária dos 41 a 59 anos (42%), maioria casados (46%). Destes 86% não procuram os serviços disponibilizados pela atenção básica e 14% dos usuários frequentaram uma vez até o presente momento. Quando questionado sobre o adoecimento 77% apontaram não ter adoecido não necessitando assim de nenhum serviço de saúde, declaram ser uma população saudável. Outra questão apontada pelos homens para a não procura pelos serviços de saúde está ligada a posição de provedor, muitos alegam que o horário do funcionamento dos serviços de saúde coincide com o horário do trabalho. Conclui-se que os homens têm dificuldades em reconhecer suas necessidades, cultivando o pensamento mágico que rejeita a possibilidade de adoecer. Entende-se que tal fato esteja relacionado à visão histórica, cultural da sociedade sobre a figura masculina e à ideia do homem como ser invulnerável, negligenciando assim o autocuidado.
Palavras-Chave: Saúde do Homem; atenção Básica; assistência à saúde.