A PREVALÊNCIA DA POLIFARMÁCIA NA POPULAÇÃO IDOSA
Resumo
A polifarmácia, definida como o uso simultâneo de quatro ou mais medicamentos, apresenta crescente prevalência no Brasil, especialmente entre idosos, em razão do aumento das doenças crônicas e do processo acelerado de envelhecimento populacional. Tal prática está associada a riscos como automedicação, interações medicamentosas e eventos adversos. Diante disso, torna-se essencial a atuação da Enfermagem no manejo seguro da terapêutica medicamentosa. Objetivo: Analisar a prevalência da polifarmácia na população idosa, em atendimento na Clínica Integrada de uma instituição privada. Metodologia: Estudo de campo, com abordagem quantitativa, realizado entre agosto a novembro de 2025, em uma Clínica Integrada, localizada em Várzea Grande (MT). Foram analisados um total de 408 prontuários da especialidade geriátrica. A coleta de dados ocorreu presencialmente utilizando como ferramenta o Google Forms baseado nos instrumentos adaptados MEDICATION DISCREPANCE TOOL – MDT e MEDICATION APPROPRIATENESS INDEX - MAI, com análise descritiva dos dados no Microsoft Excel. Resultados: A pesquisa identificou elevada prevalência de polifarmácia entre idosos atendidos na clínica integrada, com 61% utilizando quatro ou mais medicamentos, principalmente mulheres entre 60 e 74 anos, com baixa escolaridade. As doenças cardiovasculares e metabólicas foram as mais frequentes, associadas a fatores como sedentarismo e múltiplas comorbidades. Conclusão: Embora a maioria dos medicamentos estivesse indicado e efetivo, observou-se fragilidades quanto à dosagem, interações medicamentosas e custo terapêutico, evidenciando riscos à segurança do paciente. Os achados reforçam a necessidade de acompanhamento multiprofissional contínuo e da atuação da enfermagem no uso racional de medicamentos, visando reduzir eventos adversos e promover cuidado seguro e efetivo à população idosa.