PERFIL SOCIOECONÔMICO DOS TÉCNICOS DE ENFERMAGEM GRADUADOS EM ENFERMAGEM DA REGIÃO METROPOLITANA DE CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE

Autores

  • Andressa Cristina Santos Souza
  • Christhiane Pereira Leal
  • Thiago Lemos Evangelista
  • Fabiana Barriguella Caurin
  • Michelly Kim de Oliveira Rosa Guimarães

Resumo

Observa-se no Brasil e em Mato Grosso que os técnicos e auxiliares de enfermagem vem buscando a graduação em enfermagem como uma forma de progressão na carreira, reconhecimento social e por outros motivos. O aspecto histórico e social desses profissionais é de grande relevância quando se procura estudar as nuances dessa profissão. A partir dessa demanda, nasce a proposta de conhecer o perfil social-econômico dos técnicos em enfermagem que possuem graduação em enfermagem. Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva de natureza quantitativa. O estudo foi realizado nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande - Mato Grosso. Os dados foram levantados por um questionário estruturado com 39 questões divididas em cinco blocos, acerca da identificação da instituição, dos aspectos socioeconômicos, seus aspectos laborais, dos aspectos formativos e dos aspectos relacionados à transição. Participaram 20 instituições hospitalares de Cuiabá e Várzea Grande, cuja coleta ocorreu entre os meses de Março a Junho de 2017. Os dados foram analisados através dos princípios básicos da estatística descritiva, utilizando um programa EXCEL. Os resultados mostraram que 58% dos profissionais atuam há mais de 5 anos nas instituições. As remunerações salariais variam entre (41%) recebe de 1 a 2 salários e outros 43% recebem de 3 a 6 salários mínimos. Quanto ao tipo de graduação, 94,1% responderam ter se formado em instituições privadas com cursos presenciais, e 4,4% declarou graduação em instituição pública federal ou pública estadual. Na dificuldade em cursar a Graduação em Enfermagem dos 39 que responderam, a falta de tempo apontou como o principal obstáculo durante a graduação com 61,5% dos resultados, deixando a razão financeira em segunda opção com 46,6%. Quando questionados porque derem continuidade na área da enfermagem, (83,3%) responderam por se identificar e gostar da área. Na dificuldade em se inserir na instituição como enfermeiro, 34 dos sujeitos declarou ter tido algum tipo de dificuldade sendo a falta de oportunidade apontada como a principal dificuldade. Com os resultados esperamos que gestores compreendam melhor o perfil dos seus profissionais sobre as principais situações que afetam a profissão de enfermagem e a reflexão critica dos processos que influenciam a transição dos níveis da categoria de enfermagem.

Palavra chave: Trabalho, Mobilidade ocupacional, Enfermagem.

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Publicado

24-08-2018

Edição

Seção

TCC'S