AVALIAÇÃO DAS INTOXICAÇÕES MEDICAMENTOSAS EM IDOSOS NA REGIÃO CENTRO-OESTE NO PERÍODO DE 2019 A 2021
Resumo
A expectativa de vida no Brasil esta aumentando nas últimas décadas, causando o aumento de doenças crônicas não transmissíveis e colaborando com a polimedicação e intoxicações medicamentosas entre os idosos, pois nessa faixa etária os processos farmacocinéticos e farmacodinâmicos sofrem modificações. Este estudo tem como objetivo levantar os casos de intoxicações medicamentosas em idosos no Brasil e centralizar na região centro-oeste no período de 2019 a 2021 por meio de consultas a base de dados fornecidos pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizado pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), analisando as variáveis escolaridade, sexo, faixa etária, circunstância, evolução e as principais classes farmacológicas. Para a análise das associações entre as variáveis foi utilizado o teste de hipótese X² (qui- quadrado). O estudo demonstra que na região centro-oeste foi registrado 492 casos, apresentando maior notificação em 2021 e se observa que apesar da elevada subnotificação, ocorre predominância de casos em idosos com o ensino fundamental incompleto, com destaque para o sexo feminino na faixa etária dos 60 a 69 anos que apresentaram uma evolução positiva com cura sem sequelas, embora a principal circunstância foi por tentativa de suicídio apresentando associação significativa, cuja as classes farmacológicas responsáveis foram os benzodiazepínicos, antidepressivos, anti-inflamatórios, analgésicos e o “kit-covid”, visto ser importante a atuação do farmacêutico na prevenção dos casos. O estudo destaca a necessidade de maior atenção na saúde mental e a importância do preenchimento das fichas para o melhor desenvolvimento das ações e atuação do farmacêutico.
Palavras chaves: Intoxicação medicamentosa; Polifarmácia; Idosos; Suicídio