CAPACIDADE PARA DESENVOLVER ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA EM IDOSOS NO MUNICÍPIO DE VÁRZEA GRANDE, MT, 2018
Resumo
Introdução: No decorrer dos anos notam-se mudanças demográficas na população brasileira, qualificado por um aumento progressivo da população idosa, os tipos de doenças caracterizadas nesta fase acompanharam essa transformação demográfica, sendo que a prevalência das doenças infectocontagiosas diminuiu e das doenças crônico-degenerativas aumentou. Estudos mostram que o consumo de tabaco, álcool, excesso de peso, sedentarismo e o baixo consumo de frutas e verduras, tem fortes relações com o surgimento de doenças crônicas, assim também como o baixo nível de atividade física sendo necessário um trabalho voltado à prevenção dessas doenças para um envelhecimento saudável a fim de manter a capacidade dos idosos para desenvolver suas atividades de vida diária. Objetivo: Descrevera capacidade de exercer atividades de vida diária e atividades instrumentais de vida diária em idosos da comunidade, Várzea Grande – MT, 2018. Materiais e Métodos: Participaram 59 idosos de uma pastoral da Igreja Católica e frequentadores de uma clínica integrada de um centro universitário, ambos localizados na cidade de Várzea Grande-MT, de ambos os sexos, com faixa etária entre 60 e 90 anos. Os idosos foram escolhidos de forma aleatória e participaram da pesquisa somente aqueles que apresentaram interesse pela mesma. Os indivíduos excluídos da pesquisa foram as crianças, adultos, adolescentes e idosos com deficiência física e/ou mental por não se enquadrarem no perfil adequado para esta pesquisa. Resultados: A maioria dos idosos investigados são independentes para exercer atividades de vida diária (89,80%) e atividades instrumentais de vida diária (67,80%). A doença com maior prevalência nesta população foi a hipertensão arterial (33,3%), e mais da metade relataram não serem tabagistas (67,8%). A maior parte dos indivíduos são praticantes de atividade física (67,7%), esse hábito contribuiu para o número elevado de independentes, mesmo com índices de risco para dependência, como por exemplo: a maioria serem baixa renda (54,2%) e terem como formação escolar apenas o nível fundamental (67,2%). Conclusão: A maioria dos entrevistados nesta pesquisa são independentes, portadores de suas capacidades para manterem seu autocuidado e realizar atividades instrumentais de vida diária, mesmo com baixos indicadores socioeconômicos de renda e escolaridade. Essa pesquisa nos trouxe dados significativos e satisfatórios relacionado a população idosa atual pelo seu elevado grau de independência. O hábito de se exercitarem fisicamente também colaborou para esse resultado, já que essa prática traz benefício fisiológico para o organismo. Outro fator que contribuiu para esses números, é que a doença com predominância na população estudada não afeta a capacidade física dos indivíduos.
Palavraschave:Idoso. Saúde do idoso. Incapacidadefuncional