O EFEITO DA PANDEMIA SOBRE O ESTADO NUTRICIONAL E PERFIL ALIMENTAR DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

Autores

  • Adriely de Oliveira Aguair
  • Helena Oliveira e Silva
  • Naira Luiza Follmann
  • Sara Reschette Marcon Vachetini
  • Vívian Boldrin
  • Jackeline C. F. de Arruda B. Massad

Resumo

Introdução: A pandemia de COVID-19, deflagrada em 2020, culminou em medidas de distanciamento social que
impactaram a economia e o estilo de vida, aumentando o sedentarismo e alterando os hábitos alimentares com
maior consumo de fast food e diminuição na ingestão de alimentos mais saudáveis, como frutas e hortaliças. Essas
mudanças resultaram em maior insegurança alimentar e nutricional que, por sua vez, podem interferir no estado
nutricional da população levando a um aumento do excesso de peso. Objetivo: Avaliar o efeito da pandemia no
estado nutricional e perfil alimentar da população brasileira. Materiais e Métodos: Este estudo utilizou uma
abordagem quantitativa transversal com dados do Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção
para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), um importante recurso que coleta informações relevantes sobre
saúde e nutrição em nosso país. Os números relacionados ao estado nutricional da população brasileira foram do
período de 2019 (pré-pandêmico) e 2023 (pós-pandêmico). As variáveis analisadas sobre o perfil nutricional
incluíram prevalência de sobrepeso, obesidade, consumo regular de frutas e hortaliças, bem como consumo de
alimentos in natura e ultraprocessados. Resultados: A amostra totalizou 42.220 participantes, sendo 27.964 no
período pré-pandêmico e 14.256 no pós-pandêmico. Em ambos os períodos, observou-se predominância do sexo
feminino, faixa etária de 20 a 29 anos e a maior participação de moradores da região Nordeste. Houve redução de
indivíduos com companheiro, e com escolaridade de 12 anos ou mais de estudo. O estado nutricional evidenciou
queda na eutrofia e elevação nos índices de sobrepeso e obesidade. Quanto ao consumo alimentar, observou-se
redução no consumo regular de frutas e hortaliças, mas maior prevalência de ingestão de alimentos in natura e
menor consumo de ultraprocessados no período pós-pandêmico. Conclusão: Verificou-se uma diminuição no
consumo regular de frutas e hortaliças, registrando também uma leve redução no consumo de alimentos
ultraprocessados, acompanhada por um aumento na ingestão de alimentos in natura ou minimamente processados.
Fatos esses que quando associados a outras variáveis (sedentarismo e saúde mental) podem acarretar em mudança
do estado nutricional.


Palavras-Chave: COVID-19. Pandemia. Estado nutricional. Excesso de peso. Perfil alimentar.

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Publicado

08-01-2026

Edição

Seção

TCC'S