A RELIGIOSIDADE NO BRASIL COMO DISPOSITIVO DE CONTROLE E A CONSTRUÇÃO DE UM SUJEITO CRÍTICO
Palavras-chave:
Subjetividade, Religiosidade, ControleResumo
Este artigo problematiza como a religiosidade, enquanto um dispositivo de controle social e político no Brasil, impacta nos processos subjetivadores e na construção de um sujeito mais crítico e autônomo. Este estudo foi realizado através de pesquisa bibliográfica nas plataformas eletrônicas BVS Psicologia Brasil, Scientific Electronic Library Online (Scielo) e período CAPES por meio das palavras-chaves Religiosidade, Subjetividade e Controle. Em complementaridade à pesquisa bibliográfica, foi realizado o levantamento de vídeos no aplicativo TikTok®, por meio de uma pesquisa documental. A partir da análise do discurso de Michel Foucault, os materiais bibliográficos e documentais foram divididos em três eixos de discussões: (a) o modo como os discursos religiosos operam enquanto demarcadores políticos e morais dos corpos e desejos; (b) a incidência dos discursos religiosos nos modos subjetivadores e; (c) as críticas e resistências aos discursos religiosos desenvolvidos pela ciência. A análise dos vídeos revelou que as redes sociais atualizaram a forma de vigiar os fiéis e o controle pastoral agora invade a intimidade cotidiana. Os discursos evidenciaram o uso do medo como estratégia de domínio sobre a vida, reforçando práticas de assujeitamento. Essa dinâmica retira do sujeito a responsabilidade sobre sua própria realidade, onde sua autonomia é trocada por uma tutela religiosa, necessidade constante de aprovação de autoridade externa.