O IMPACTO DO RACISMO ESTRUTURAL NA SAÚDE MENTAL DE MULHERES NEGRAS: PERSPECTIVAS DECOLONIAIS

Autores

  • Editor Joicy Andelcy Cruz França Rabelo
  • Júlia Almeida Bonjour
  • Renata Vilela Rodrigues

Palavras-chave:

Mulheres negras, Saúde mental, Decolonialidade, Psicologia, Interseccionalidade

Resumo

Este artigo discute os impactos do racismo estrutural na saúde mental de mulheres negras a partir de uma perspectiva decolonial. O objetivo é analisar de que forma o racismo estrutural incide sobre a saúde mental dessas mulheres e refletir sobre como as práticas psicológicas podem ser repensadas sob um olhar crítico, antirracista e decolonial, capaz de dialogar com os marcadores sociais de raça, gênero e classe sem a mediação de filtros eurocêntricos. A pesquisa foi desenvolvida com base em uma abordagem qualitativa e em revisão de literatura, utilizando como fontes as bases SciELO e Periódicos CAPES, por meio de busca avançada com as palavras-chave “mulheres negras”, “saúde mental” e “decolonialidade”. A análise do material selecionado foi organizada em dois eixos: (1) os impactos do racismo estrutural na saúde mental das mulheres negras, considerando fatores sociais, econômicos, políticos e culturais que atravessam seus corpos e subjetividades; e (2) as práticas e possibilidades de atuação de profissionais da Psicologia voltadas à promoção da saúde mental de mulheres negras. Conclui se que compreender o impacto do racismo estrutural sobre a saúde mental a partir da perspectiva decolonial constitui um compromisso ético e político, que se expressa não apenas em um novo posicionamento teórico, mas também na construção de formas concretas de cuidado que articulem raça, classe e gênero, contribuindo para a constituição de uma clínica decolonial na Psicologia.

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Publicado

23-06-2026