HÁBITOS ORAIS NOCIVOS E SUAS REPERCUSSÕES NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL: UM ESTUDO COM ESCOLARES DO MATERNAL

Autores

  • Diovanna Domingos Ferreira
  • Rafaela Godoes da Luz Guedes

Resumo

Hábitos podem ser definidos como a repetição de determinados atos até que se tornem inconscientes e integrem a personalidade do indivíduo. Os hábitos orais, por proporcionarem prazer e satisfação, podem facilmente se transformar em vícios quando interferem no crescimento e desenvolvimento do organismo humano. O sistema estomatognático, composto por ossos, músculos, dentes e lábios, desempenha funções essenciais, como mastigação, sucção, deglutição e respiração. Quando esse sistema é afetado por hábitos orais realizados de forma excessiva, como o uso prolongado de chupetas, sucção digital ou mamadeiras, pode haver desequilíbrio muscular, resultando em alterações oclusais, como mordida aberta, mordida cruzada e overjet acentuado. Objetivo: Dessa forma, o presente trabalho se propôs a investigar os principais hábitos orais nocivos em escolares do maternal, segundo observação dos pais/responsáveis, verificando suas possíveis consequências no desenvolvimento das funções orofaciais e respiratórias. Métodos: Tratou-se de uma pesquisa prospectiva, descritiva analítica e de corte transversal, que investigou os principais hábitos orais nocivos (HODs) em crianças do maternal I e II, avaliando suas possíveis repercussões nas funções orofaciais e respiratórias. Foram analisadas 21 crianças, de ambos os sexos, provenientes de uma instituição privada, selecionada mediante critérios específicos, como autorização dos pais e a presença de dificuldades nas funções miofuncionais. Os dados foram coletados por meio de um questionário estruturado, baseado em estudos previamente publicados, que abordou hábitos diários, histórico clínico, perfil socioeconômico e aspectos emocionais. A análise focou na identificação dos HODs e suas associações com alterações no desenvolvimento infantil. Resultados: Dentre as 21 crianças investigadas, 28,6% possuíam entre um a dois anos de idade, e 71,4% de dois a quatro. Deste total, 19 receberam aleitamento materno, sendo que somente 52,4% receberam aleitamento materno exclusivo por mais de um ano. Observou-se o uso de mamadeiras em 57,1% das crianças e a mordedura de objetos em 4,8% em algum momento da vida. Com relação às repercussões, 52,4% demonstraram dificuldades de fala com trocas fonêmicas; 23,8% babavam durante o sono e 28,6% roncavam de acordo com a observação dos pais. No que tange a escolaridade e a renda, 9,5% possuem ensino médio e 14,3% recebem no máximo 2 salários-mínimos. Conclusão: Os resultados demonstraram uma possível correlação com os hábitos encontrados e suas complicações nas estruturas miofuncionais como a salivação noturna, ronco e dificuldades na fala, sendo que a coexistência desses aspectos estão em consonância com os estudos na área.

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Publicado

12-08-2026

Edição

Seção

TCC'S